Na segunda fermentação, em vez do caminho mais previsível, entrou uma escolha diferente. Uma daquelas que mexe com a tradição, levanta sobrancelhas e incomoda quem gosta mais de regras do que de sabor. A CVRA não deixou publicar o segredo. O Xico, como já se sabe, não perde o sono com isso.
O que interessa está no copo.
Está na textura, na precisão, na identidade. Está numa bolha fina, numa prova séria e num perfil que não tenta imitar ninguém.
A ideia era para ser uma cópia mas a meio caminho o Xico deu um toque alentejano à coisa.
Foi feito para mostrar que, nas terras quentes do Alentejo, também nasce frescura, elegância e nervo. E que o chamado rei, às vezes, também pode ouvir passos atrás.